dimanche 3 janvier 2016

De luvas mordo-te

Um corpo come o outro.

M de morte.
Saco de borboletas sujas…
Lábios azuis e o crime adiado.
São ossos reais dispostos como joìas.


,
Alguns cabelos envoltos em galhos,
Ela _____________________________1 animal 
em pedaços de carne.

Abocanho-te mas visto luvas.

Usas o colar de lágrimas prevendo o pior.

Levas o bordado nas veias e o cansaço
nas pontas de seda.

Fotos queimadas e uma bola maior de fios dourados.

A respiração das plantas finaliza o quadro, 
embacio-te a boca com um beijo de cera..

Pareces uma ave fria Inez deitada num espelho.

Fico seco de súbito..

Pedro 
Paris- 6.5.014














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